Câncer de pele em gatos brancos

  • 02 Out
  • 2013

Câncer de pele em gatos brancos

Postado em Dicas para Gatos por Olhos Felinos Caninos

Na natureza não há gatos brancos. Em estado selvagem eles não sobreviveriam, pois não conseguiriam se camuflar para se esconder de predadores. Os gatos brancos são resultado de manipulação genética, e só existem em cativeiro. Por serem mais vulneráveis eles não só são predispostos a feridas na pele como também a vários tipos de doença.

Para um gato nascer branco é necessário que seu pai e sua mãe possuam genes para pelagem branca. Além de a cor branca ser um fator que predispõe ao câncer de pele, essa proximidade de genes ocasiona uma maior fragilidade na saúde.

Animais albinos e animais brancos (não necessariamente albinos) são muito sensíveis. “Albinismo” deriva do latim “albus” (branco) e refere-se à incapacidade de um indivíduo fabricar o pigmento denominado melanina, do grego “melan” (negro), que dá cor à pele e protege da radiação ultravioleta do sol. É um distúrbio congênito e com ocorrência mais rara que a pelagem branca.

O animal albino apresenta diferenças em relação ao animal de pele clara, possuindo três características principais: pelos brancos, ausência de pigmentos na pele e olhos vermelhos.

Geralmente, as lesões ocorrem nas áreas sem pelo, como barriga, coxins plantares (almofadinhas), ponta das orelhas, nariz e ao redor dos olhos, principalmente em pele despigmentada (rosada).

O câncer ocorre quando as células do corpo começam a se multiplicar descontroladamente. O crescimento desordenado de células faz com que elas se espalhem (processo denominado metástase) para outras regiões do corpo, como tecidos e órgãos. Dividindo-se rapidamente, essas células tornam-se agressivas para o organismo e ocasionam a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias (neo: novo + plasia: formação) malignas, isto é, o crescimento anormal, incontrolado e progressivo de tecidos.

Por outro lado, um tumor benigno é uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente. Esses tumores são bem menos agressivos do que os malignos e têm um potencial menor de se espalhar para outras regiões.

O câncer pode atingir qualquer célula ou órgão do corpo e é mais comum em gatos idosos do que em filhotes.

Gatos brancos só podem tomar sol antes das 10h e após as 16h, e devem usar protetores solares com FPS 30, mesmo no inverno. No mercado já existem protetores solares especialmente feitos para os bichos. Eles são amargos para evitar que o animal remova o produto ao se lamber.

Alexandre Pasternak, médico veterinário especializado em dermatologia e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia Veterinária, confirma a importância do uso de protetor solar nos gatos brancos: “Eles têm mais probabilidade de desenvolver câncer de pele, principalmente nas pontas do nariz e das orelhas. No entanto, os gatos malhados também têm problemas com a exposição solar nas regiões brancas”. Alexandre acrescenta que os cremes tradicionais usados em humanos também podem ser usados nos gatos, desde que prescritos por um veterinário: “Também existem protetores solares manipulados para uso em animais. Como os gatos se lambem muito, há uma versão do creme em toalhinhas”.

Os sintomas de câncer de pele em gatos são: vermelhidão, feridas que não cicatrizam, crostas e úlceras mais graves (podendo haver ou não sangramento), perda de apetite, perda de peso, queda de pelo, apatia, cansaço e dificuldade respiratória. Não há formação de tumores (caroços).

O diagnóstico é feito pelo veterinário através de biópsia (retirada de um pedaço do tecido afetado), exames laboratoriais, raios-x e ultrassonografias.

O tratamento pode ser dividido em:

- Curativo (cirúrgico e/ou medicamentoso): cirurgia, quimioterapia, radioterapia, criogenia (congelamento).
- Paliativo: tratamento dos sintomas.

“A metástase nesse tipo de câncer é muito comum. O tratamento é cirúrgico, mas a doença é fatal mesmo operando”, explica o veterinário. É comum que o animal sinta dores durante o desenvolvimento (e tratamento) do câncer. Dessa forma, o empenho do profissional também está direcionado para a diminuição da dor.

O objetivo do tratamento é a eliminação ou o controle do crescimento das úlceras. O tratamento cirúrgico ou crioterápico (cauterização por nitrogênio líquido) é mais efetivo quando as lesões são iniciais (pequenas).

As terapias complementares (como florais de Bach, fitoterapia, aromaterapia e homeopatia) podem aumentar a qualidade de vida do animal com câncer, ajudando no tratamento do veterinário.

É importante que, a qualquer alteração de comportamento do animal, o tutor consulte rapidamente um veterinário. Um diagnóstico precoce pode ajudar a prolongar a vida do bicho.


Fontes: Dr. Luiz Fernando Sabadine - http://jornale.com.br
http://dicaspeludas.blogspot.com.br/

BICHOS - MARTHA FOLLAIN

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